segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Se Jesus já "voltou", o que há para nós agora?

Olá, amigos do Segunda Vinda Consumada! Desculpem-nos a pausa neste trabalho de conscientização a respeito dos mistérios do Livro do Apocalipse e temas correlatos.

Neste artigo, comentaremos sobre uma pergunta que muitos se fazem e nos fazem. A frase mais citada quando as fichas caem por serem demonstrados indícios bíblicos e históricos a respeito da Segunda Vinda já ser Consumada.

- Se Jesus já "voltou", o que há para nós agora?


Antes de mais nada, queremos dizer que não estamos aqui para remover ninguém da “presença de Deus” que no sistema religioso significa estar “igrejado” ou “congregando” ou estar debaixo do guarda-chuva de um líder ou autoridade “espiritual” ou de uma instituição, de preferência a deles a melhor, ou a mais correta, ou a verdadeira ou a remanescente dos últimos dias.

Não estamos sendo irônicos com as fés alheias, somos sensatos, todos ao nosso redor são da escola futurista de Escatologia como fomos até pouco tempo, amamos e respeitamos a todos, visitamos qualquer instituição religiosa, entramos quietos e saímos calados e estamos cientes que não sabemos tudo e nem somos detentores da verdade.

Nosso propósito é o compartilhamento dessa visão que julgamos ser libertadora de mentes. Anos atrás observamos blogueiros profetas de Apocalipse Catastrófico Internacional, Illuminattis, Babilônia Católica, Besta Papa, etc e tal, e encontramos inconsistências sérias nessas teorias, como também nas teorias das igrejas tradicionais brasileiras sobre as últimas coisas. 

Se você é evangélico e quis estudar com afinco a Bíblia e fazer cursos de teologia, quando chega na fase escatologia, sente um desânimo pois não há respostas, não há ligação, só há conjecturas e todo tipo de estripulias mentais das cabeças engenhosas de teólogos que tentam adivinhar o que significam os eventos futuros que hoje sabemos que são eventos passados, mas eram futuros aos apóstolos. Você desanima e desiste desse tema porque julga de difícil compreensão e que quando acontecer saberá o significado.


Realmente, esse tema se torna de difícil compreensão principalmente porque o estudante comum entra no estudo com pressupostos aprendidos da instituição a qual congrega e norteia o seu pensamento. Por exemplo, o cidadão “aceita Jesus”, que bem da verdade, Jesus não é cafezinho para ser aceito; mas é levado a crer na Bíblia e tal, até aqui tudo bem, e é dito a ele que o futuro não é bom, que Jesus voltará e acontecerá coisas ruins no planeta e que ele deve obedecer sem questionar nada que é ensinado na denominação sob pena de ficar no planeta quando Jesus voltar e abduzir os irmãos daquela igreja. Aí quando ele ou qualquer outro começa o estudo dos textos das Escrituras leva consigo seus pressupostos para o texto, e busca a todo momento, textos que reforçam aquilo que ele já entende, já textos que o contradizem, ele inconscientemente ou conscientemente, procura elaborar explicações para aquela dissonância para ficar tudo bem em seu sistema de crenças.

Neste texto, não vamos explicar o PRETERISMO, pois já temos artigos com esse assunto. Vamos focar naquilo que as Escrituras falam do nosso tempo, o tempo pós 70 AD, que desde já avisamos que não há nas Escrituras muitos textos sobre o nosso tempo.

Muitos que entram em contato com o preterismo sentem um vazio interior, sentem como se perdessem seu chão. Há uma revolução na sua mente. Eles ficam como pássaro solto da gaiola e não sabem o que fazer depois. Parece que desejam que Jesus reapareça fisicamente novamente e destrua tudo e atribule a todos que não forem da denominação deles. Esperam a 2000 anos Jesus voltar e todas as gerações ficam nessa expectativa que nunca se cumpre na geração de nenhum deles, mas mantém todos nesse medo e apreensão e submissão constante aos seus sistemas.

Há muitas demonstrações em artigos anteriores desse blog que tudo já se cumpriu, mas vamos supor uma pessoa que crer no futurismo que para nós seria a escatologia tradicional evangélica, sendo que eles mesmos não se classificam como futuristas pois não conhecem haver outras escolas de interpretação que não seja a deles, mas a pessoa crer em sentido contrário ao que para nós seria o mais sensato. Evitaremos usar a palavra verdade para não parecermos presunçosos como certas seitas de origem estadunidense muito ativas no Brasil. 

Quais são as consequências se você tem uma informação errada? É evidente que as decisões de sua vida são tomadas nas informações que você possui e que para tomar as melhores decisões você precisa ter informações e de preferência as melhores. Também é evidente que se você toma uma decisão numa informação falsa você toma uma decisão equivocada.

Não entrando no mérito se é verdade ou não, se você tem a informação no nível de crença de que o Senhor Jesus pode voltar a qualquer momento e haverá uma grande tribulação mundial, tudo será destruído com os ímpios e tal. Você tomará decisões baseadas no consciente, mas principalmente no seu inconsciente que comanda seu mundo interno. Você olhará o planeta e tudo que nele há com maus olhos, só enxergará o mal no mundo porque o mal está dentro de você mesmo, na sua mente. Então com essas lentes você procurará no mundo coisas que comprovem suas crenças e não verá o bem de forma alguma.


Se um carro bater, se chover um pouco mais forte e cair um telhado, se mudarem as regras da previdência do país, se destituírem um presidente você dirá que são sinais que Jesus está voltando.

Só que você não se dá conta, porque não pensa fora da caixa, que sempre houve terremoto, sempre houve chuva forte, todo dia morre milhões de pessoas das mais variadas formas e que sempre aconteceu tragédias no mundo.

E que se o presidente do seu país caiu, nada tem a ver com o Fim dos Tempos, pois desde milênios anteriores autoridades ascendem ou caem, e que há 200 governantes no mundo se um cai é exceção e que seu país não tem importância profética.

Queremos dizer que as pessoas têm usado fatos isolados e sem abrangência global, mas fatos locais que se repetem todo dia, para pregar o mal. Isso se aplica inclusive às teorias mirabolantes de sociedades paralelas separadas em sistema educacional próprio, como por exemplo os respeitáveis Adventistas do 7º dia e os Testemunhas de Jeová. Eles procuram fatos isolados e locais na história sem projeção a coletividade global ou cristã. Ou seja, um fato local sem projeção e sem afetação aos demais cristãos já que eles tem uma visão globalizada no sentido moderno da palavra.

Prestem muita atenção no que vamos sentenciar agora.
Existe mal no mundo? Sim.
Mas porque se nos disseram que não haveria mal no mundo após tudo cumprido?

“Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.”  (Efésios 2. 7)

Porque os cristãos ao longo do tempo, devido à má interpretação da profecia, tomaram decisões errôneas, por olhar o mundo com maus olhos, entregam todos os dias o mundo na mão dos ímpios e daqueles que odeiam a Deus e o seu Reino. Não procuram expandir o Reino de Deus, deixam o melhor da terra para os inimigos de Deus. Não oram pela rua, pelo bairro, pela cidade ou pela nação, para destituir os principados e potestades que reinam e comandam as nações. Deixam o mundo ao deus-dará e o mal cresce, não porque está se cumprindo alguma profecia apocalíptica, mas sim porque eles estão deixando tudo ao léu. Muitos são servos de Deus empregados de servos dos demônios, não que seja errado, mas que Deus usa qualquer um nos seus intentos como sempre fez, inclusive um ímpio. Evangélicos brasileiros são ensinados a crer que Deus só usa eles. Alguém tem que tomar posse das riquezas do mundo e se o cristão faz voto de miséria, o ímpio toma posse.

O crente deve sonhar grande, porque o servo do mal sonha, luta e trabalha. O primeiro não luta, não batalha e não sonha, não se qualifica, não consagra a Deus seus projetos, e se autossabota.

Jesus já venceu todos os nossos inimigos, a geração dos apóstolos já pagou um preço alto, logo estamos num tempo de bonança, basta conhecermos nossas armas e tomar posse do Reino.

“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.” (Mateus 24. 34)

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (I Pedro 2. 9)

Vemos nesse verso, muitas vezes usado pelo sistema religioso, erroneamente aplicado no nosso tempo. Quando Pedro escreve essa carta ele estava se referindo a geração dele, a geração de Cristo que foi escolhida por Deus para receber os eventos do fim, como o nascimento do Messias e tudo o que estava profetizado através das Escrituras. Esse verso não se refere a pessoas do século XXI. Paciência.

“E diz-lhes ele: Na verdade bebereis o meu cálice e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado.” (Mateus 20. 23)

Vemos também nesse verso que o Senhor promete àquele grupo de pessoas que elas sofreriam o que ele também sofreria. Mas que tudo tinham um propósito maior, para inaugurar um novo tempo que estava para surgir. Porém aquela geração eleita entre tantas testemunharia maravilhas tremendas e também sofreria barbaridades no tempo da transição.

“Mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem hão de casar, nem ser dados em casamento;”  (Lucas 20. 35)

“E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro, Félix, espavorido, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.”  (Atos 24. 25)

“Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro;”  (Efésios 1. 21)

“Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.”  (Efésios 2. 7)

O que significa VINDOURO?
Significa aquilo que está num futuro bem próximo, quase acontecendo, às portas. Mas os abençoados irmãos evangélicos e outros, leem a bíblia como se ela fosse escrita em 1990. Não contextualizando o texto e não se colocando entre os destinatários originais, se colocam como destinatários primários do texto. KKKKK. Trazem os textos para o presente e não eles para o passado. Ciclano diz: Vão lá ou vós sois x, y ou z e eles interpretam como se fossem para eles aquelas palavras.

Não estamos dizendo com isso que você não deve ler a bíblia, não seja extremista, estamos dizendo que a abordagem está equivocada.

Por exemplo: Um dia num culto dos muitos que vamos, um pregador se deparou na leitura com o texto de Mateus 10. 21.

“E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-lo aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.”  (Marcos 10. 21)

Ele se deparou com uma dissonância. Nem o pregador, nem os irmãos pregam ou desejam vender tudo o que tem e dar aos pobres. Ele e os seus ouvintes têm o pressuposto que tudo que Jesus disse se aplica a eles mesmo o que disse antes da cruz. Não enxergam certos marcos espirituais bíblicos. 

Então ficou numa enrascada, pois o verso contradiz uma crença sua. Então a solução é elaborar alguma explicação aparentemente válida e aceita pelo grupo para não abortar tal texto da Bíblia.


Qual foi a saída do irmão? Que afinal, prezamos e o respeitamos muito, pois é uma pessoa boa e do bem. Como ele foi instruído que aquela palavra se aplica a ele, ele disse que Jesus não estava dizendo o que estava dizendo, mas queria dizer que o interlocutor de Jesus na história desse PRIORIDADE a Jesus e não era para vender tudo e dar aos pobres, mas dar prioridade, logo dá para o pregador usar o texto hoje no mundo vindouro.

Que moleza não? Amolecendo a ordem de Cristo, porque foi muita dura tanto pro cidadão da história quanto para um leitor moderno. O mesmo se aplica aos textos em que Jesus manda largar a família e segui-lo.

Em síntese, Jesus realmente estava mandando o homem vender tudo e dar aos pobres literalmente, porém não se aplica a você do século XXI. 

Muitas ordens eram para aquela geração específica para realizarem missão específica daquele tempo.
Essa ordem não deve ser obedecida por você, porque não foi dirigida a você, e nem adianta espernear porque ninguém nem você a cumpre.

A verdadeira geração eleita realmente deveria se abster de coisas materiais por causa das circunstâncias que viriam em breve no tempo dela.

Mas afinal e hoje?

“Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama são estes:” (Daniel 2. 28)

A visão de Daniel era para os últimos dias. Certo? Concorda conosco?

O que são biblicamente os últimos dias?

Os dias do fim, os dias em que aconteceriam os últimos acontecimentos para muitos das eras, mas para nós daquela era.

“Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias.”  (Números 24. 14)

Aqui acima uma profecia apocalíptica nos livros da Lei como uma das muitas provas do carácter judaico do Apocalipse.

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos;”  (Atos 2. 17)

“EIA, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir.
As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça.
O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias.”  (Tiago 5. 1-3)

Aqui Tiago, emissário do Messias, admoesta a cristãos ricos de sua geração dizendo-lhes que estavam enriquecendo em vão, pois estavam entesourando para os últimos dias. Se você não contextualiza pensará que Tiago está mandando você do século XXI a não enriquecer. Mas ele diz que já estava vivendo os últimos dias. E se trata dos últimos anos antes da Grande Tribulação em 70 AD.

Também concordamos que toda vez que a Bíblia falar o termo últimos dias se trata do mesmo assunto: tempo do fim.
Retomando Daniel, o capítulo dois fala da visão da estátua de Nabucodonosor e suas partes representando os últimos Grandes Reinos nos últimos dias. Compreenderam a correlação?

1º Poder - Cabeça de ouro - Babilônia
2º Poder - Peito e braços de prata - Medos e Persas
3º Poder - Ventre e coxas de cobre - Grécia
4º Poder - Pernas de ferro - Roma
5º Poder - Pés de ferro e barro - União de Roma e Jerusalém contra o Cordeiro no tempo do Messias e dos apóstolos.

“Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.” (Daniel 2. 34)

Uma pedra no tempo do fim feriria a estátua nos pés, ou seja, Jesus ou seu Reino viria no tempo da União Roma-Israel. Jesus veio num momento dessa união. O templo de Jerusalém foi dado pelos Romanos em troca da sujeição à Roma. Os governantes de Israel eram submissos à Roma, por exemplo Herodes e todos os outros.

“Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra.” (Daniel 2. 35)

Esse verso mostra que a Pedra destruiu os reinos, não ao mesmo tempo, porque um surge e cai e outro surge e cai, até o último. Essa visão mostra que o Altíssimo estava por trás da glória e da derrota desses reinos, independentemente se lá eram povos que cantavam músicas gospel para Ele ou não. O nosso Deus ao contrário do que pensa os nossos irmãos evangélicos é ativo e não passivo. O crente brasileiro pensa que Deus fica parado permitindo ou não as coisas.


A pedra Reino de Deus se tornaria uma montanha e encheria toda a terra.

“Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre,” (Daniel 2. 44)

“Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação. (Daniel 2. 45)

Não é necessário ser instruído para ver que esse Reino que não seria jamais destruído seria o Reino de Deus. O problema está em aceitar em quando viria esse Reino. A profecia mostra claramente o Reino vindo no quinto reino de Daniel no tempo do Império Romano, mas esse Império já acabou a séculos? E aí?

Estamos vivendo no Reino Eterno de Deus, ou você vai querer dar uma forcinha ao texto e dizer que os pés estão deslocados na história e ainda não se cumpriram. Na sequência lógica, cai um, surge outro, cai um surge outro absorvendo o anterior. 

Mas nos futuristas cai o Império Romano e fica suspenso o último poder para 2000 anos depois, que não derrota o anterior ou sequência lógica dos outros como vinha antes. 


Já que há ferro nos pés. Semelhantemente, eles também suspendem a última semana das 70 de Daniel para uns milênios longe das demais. Só Deus nessas horas.


Recordando de outro artigo nosso, barro na bíblia é Israel.

A visão da estátua com quatro partes, mas os pés, é repaginada na visão dos quatro animais.

“E, quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes prolongada a vida até certo espaço de tempo. Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.” (Daniel 7. 12-14)

Nessa visão vemos Jesus recebendo seu Reino Eterno após surgirem os quatro Grandes Impérios do tempo do fim.

Os quatro Impérios já passaram e cadê o Reino de Cristo?
Você pode não o estar vendo por causa de suas lentes ou sistema de crenças internas. Você não vê o bem, porque está programado para detectar só o mal e nada fazer para reverter isso.

“Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo o sempre, e de eternidade em eternidade.” (Daniel 7. 18)

Depois do Império Romano os crentes receberiam o reino e reinariam. O Deus que era só de Israel passou a ser o Deus das Nações.

“E todos os reis se prostrarão perante ele; todas as nações o servirão.”  (Salmos 72. 11)

Queira você ou não, todas as nações conheceram a Deus e o Cristo de Israel e aquele que foi crucificado como criminoso lá em Jerusalém foi elevado poucos séculos mais tarde à condição de Deus do Império Romano e todos os outros deuses do Império foram banidos, suas estátuas e suas histórias e seus templos dedicados ao Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. O Desejado de todas as nações. Não venha com sua concepção cósmica e helenizada de termos bíblicos. A Bíblia tem alma judaica, então não a leia com a ótica de Sócrates, Platão ou Hermes da Hermenêutica.

Quando a Bíblia diz todas as nações o servirão, você brasileiro é ocidentalizado e compreende de acordo com a mente greco-romana e entenderá a princípio literalmente, pela lógica grega. Você espera que todos as pessoas de todos países do planeta ao mesmo tempo sirvam a Deus, para ser considerada cumprida essa profecia. Porém você não está usando óculos judaico antigo nessa leitura.

A escrita judaica antiga não possuía muitos termos para serem usados. Por não terem tantas palavras como no grego, por exemplo, não eram tão específicos, mas usavam uma linguagem que para nós é econômica e generalizante. 


Além disso usavam muitas figuras de linguagem incrivelmente ignoradas por estudantes modernos. Todas as nações o servirão, não deve ser levado ao pé da letra, como na nossa imaginação, mas as nações relacionadas com aquele contexto o serviriam, no sentido em que pessoas desses lugares o serviriam, mas não todos sem exceção, mas muitos.


“E farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Ageu 2. 7)

Não nos importa os erros que nós ou você vê na Igreja Católica, pois você viu que Deus usa o ímpio nos seus propósitos. Não usou o “pagão” Ciro da Pérsia? Não usaria Constantino? Não pense que Deus só põe para governar santo, ou que nas nações ímpias ele nunca intervém.

“Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações.”  (Salmos 82. 8)

“Todas as nações que fizeste virão e se prostrarão perante a tua face, Senhor, e glorificarão o teu nome.” (Salmos 86. 9)

Noutra ocasião mostramos a um amigo que o Apóstolo Paulo dissera que o evangelho já havia sido pregado a toda criatura na época dele, mas o cidadão preferiu desmentir nada mais nada menos que o ultra, mega, power, referido homem de Deus alegando que ele havia se enganado pois faltava levar o evangelho à China. 

Se Paulo disse que tudo que ele sabia e falava foi aprendido pelo Espírito e não de homem. Quem somos nós para ousar desmenti-lo sem qualquer cerimônia. O máximo que podemos fazer é calçar as sandálias da humildade e reconhecer que se há um texto difícil é porque há algo por trás dele que não conhecemos. Já explicamos noutro artigo que mundo e toda a terra na Bíblia não é o planeta Terra, mas toda a terra conhecida por aquela civilização dos escritores.


“E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse.” (Lucas 2. 1)

“Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade;” (Colossenses 5. 6)

“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.”(Colossenses 5. 23)

Um certo dia, assistimos um DVD, chamado transformação, no qual, quatro lugares terríveis no mundo e dominados por forças malignas, terra infértil, tráficos de drogas, como Cali na Colômbia foram transformados pela mudança de postura dos cristãos de lá. Que deixaram de trabalhar de forma independente como de costume e passaram a fazer vigílias diárias em comum e reunidos em oração e louvor a Deus pela cidade.

Tudo começou a mudar sozinho, os chefões do tráfico foram presos, as mortes foram reduzidas drasticamente, bruxos foram embora do lugar, a terra antes pouco produtiva se tornou superprodutiva sem aditivos, produzindo legumes enormes.

As pessoas foram contagiadas pelo Espírito de Deus nos locais onde se adotou essa postura nova e procuravam as Igrejas espontaneamente.


Prestem atenção nas letras das músicas evangélicas brasileiras. São sempre letras de sofrimento, derrota e perseguição. O irmão espiritualiza as coisas da vida dele e não tem responsabilidade por nada. Se acontece algo bom, foi Deus, e ele não teve participação nenhuma para parecer humilde. Se acontece algo mal, foi o Inimigo, e ele também não teve participação nenhuma para ficar com consciência tranquila e não se cobrar pelos maus resultados de más decisões.

Não se levanta um líder com poder econômico, visão reveladora e ousadia contra isso tudo. Pelas músicas que cantam dá pra ver os óculos em que veem o mundo. A gigante presença de evangélicos no Brasil não tem amedrontado os poderes que dominam a séculos essa nação. Passou da hora de reagirmos.

Portanto, leitor se o mal ainda persiste no mundo é fruto da postura futurista dos cristãos, da divisão em pequenos grupos, da mentalidade limitada a problemas de cunho pessoal e familiar, da mentalidade equivocada de líderes, pois deixa o mundo nas mãos do mal e não expande o Reino e não traz a nós o Espírito de Deus e não tem nada a ver com Apocalipse ou a Bíblia.

Após o fim:
“E as nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. E a ela trarão a glória e honra das nações.” (Apocalipse 22. 24 e 26)

Em resumo: o mundo inteiro da época na visão judaica se tornou cristão. O mundo abrangido pelas áreas dos quatro grandes Impérios do tempo do fim. Agora para Igreja atual é o tempo de expandir esse Reino para outras regiões e não perder terrenos já conquistados.


O que achou deste artigo? Deixe um comentário. Temos grandes temas para desenvolver e postar como um artigo tremendo sobre o “Templo Escatológico de Deus”, um sobre “Apocalipse: encerramento do Pacto Mosaico” e um sobre o famoso “abduzimento”, digo “Arrebatamento”. Somos simples, humildes e sem vaidade. Não somos donos da verdade, aprenderemos juntos.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Será que "todos os olhos" veriam o retorno de Cristo?








Quando preteristas partilham a conclusão de que toda a profecia bíblica foi cumprida, os ouvintes protestam rotineiramente com uma breve frase do Apocalipse 1:7:


"Tudo bem, tem sentido isso que você está falando (segunda vinda consumada), mas a bíblia diz que todo olho o verá..." (ARA)



Esta resposta é quase sempre oferecida sem levar em conta o contexto ou mesmo o resto do verso. Aqui está a citação completa:


“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.





A maioria vê este versículo como um grande problema para a posição preterista, pois não há evidências da segunda vinda de Cristo nas nuvens e que “nunca” foi visto por ninguém, muito menos a “todos” no mundo. No entanto, vamos demonstrar que na verdade é a visão futurista popular da segunda vinda, que não pode ser conciliada com Ap 1:7.





Muitos cristãos consideram, o seguinte, uma descrição precisa da segunda vinda:




1º Jesus retorna corporalmente sobre as nuvens montando num cavalo branco (Mateus 24:30; Apocalipse 19:11).

2º Ele corre em todo o céu de leste a oeste, como um relâmpago (Mateus 24:27);

3º Todos em todo o mundo o vê (Ap 1:7).




O popular autor Max Lucado prevê um retorno um pouco mais sereno, evidentemente, sem o relâmpago.



“De repente, os céus são silenciados. Tudo está quieto. Os anjos giram, giram, o mundo inteiro se vira e lá está ele. Jesus. Através de ondas de luz e você vê a figura mostrada da silhueta de Cristo Rei. Ele está no topo de um grande garanhão, e o garanhão está em cima de uma nuvem. (Max Lucado, quando Cristo vier [Nashville: Palavra Publishing, 1999], xvi).









Embora Jesus tenha todo o poder no céu e na terra (Mateus 28:18) e certamente é capaz de realizar proezas incríveis, as descrições acima levantam algumas questões intrigantes:




Se Jesus e seu cavalo estão no topo das nuvens, como é que alguém poderá vê-los? Eles não vão estar realmente escondidos pelas nuvens? Provavelmente, a maioria de nós tem tentado, sem sucesso, localizar um avião através das nuvens. Talvez Jesus e seu cavalo possam ser visíveis em cima de uma nuvem à distância, mas, em seguida, eles provavelmente estariam longe demais para serem vistos sem um telescópio.




Quando surge um raio, estamos procurando geralmente em outro lugar, e no momento em que viramos a cabeça, o flash desapareceu. Então, se as corridas de Jesus em todo o mundo como um raio de luz, a maioria das pessoas não vai perdê-la? Será que nem todo mundo no mundo precisaria estar à sua procura precisamente no momento certo e tudo ao mesmo tempo? 




Será que isso já aconteceu? E as pessoas em edifícios, ou milhões olhando para baixo para ler ou fazendo o seu trabalho? E sobre os mineiros que trabalham no subsolo, ou marinheiros em submarinos submersos? Que cerca de metade da população do mundo sobre o lado escuro do mundo, que estará dormindo? Em um determinado momento, apenas uma pequena fração da humanidade poderá estar olhando para o céu.




Se Jesus fosse para orbitar a terra no equador, por exemplo, ele seria visível a apenas um número relativamente pequeno de pessoas que vivem dentro de uma estreita faixa de terra. Como as pessoas em outras partes do globo conseguiriam vê-lo? 


Você pode ver as nuvens que estão sobre o equador aí de sua casa?








Mesmo com um toque de trombeta alto para chamar a atenção de todos (Apocalipse 11:15), parece impossível imaginar como "todos os olhos" no mundo poderiam testemunhar a segunda vinda como a maioria parece compreender. Claro, alguns irão argumentar que apesar de não ter uma compreensão completa do retorno de Cristo, tudo vai dar certo, e não precisa se preocupar com os detalhes. No entanto, achamos que nossas perguntas indicam que algo está muito errado com o cenário popular. Vamos continuar a sugerir que a interpretação comumente aceita de Apocalipse 1:7 perde completamente o sentido pretendido.




Apocalipse 1:7 refere-se a Zacarias 12:10-11:




“Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megido.” (Zc 12:10-11)








A "casa de Davi" se refere à nação dos judeus sob a Antiga Aliança. No primeiro século, Deus deixou de trabalhar com esta nação fisicamente, porque sob a Nova Aliança, somos todos espiritualmente um em Cristo (Rm 10:12). Hoje, a igreja é "nação santa" de Deus (1 Ped. 2:9).









Portanto, essa profecia deve se referir a algo dentro dos limites da época da Antiga Aliança que chegou ao seu fim completo quando o templo de Herodes foi destruído no ano 70 dC. Jerusalém tornou-se irrelevante neste momento também. Deus nunca mais vai usar um templo físico em uma cidade física com sacrifícios de animais, porque Jesus foi sacrificado uma vez por todas (Hebreus 10:10).





Hoje, chegamos à "Jerusalém celeste", a igreja (Hebreus 12:22-23). Às vezes, a igreja é descrita como "templo" de Deus (1 Coríntios 3:16;. 2 Coríntios 6:16; Efésios 2:21). Portanto, desde que Jerusalém terrena com seu templo físico está irrelevante agora, o "grande pranto em Jerusalém" só pode se referir à destruição da cidade no primeiro século.








Mateus 24:30




Jesus se referiu a Zacarias 12:10-11 em Mateus 24:30:





... Todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.







Já vimos que a profecia original se referia ao primeiro século. Agora, logo após a referência da profecia de Zacarias, Jesus confirma o tempo de sua realização:



“Em verdade vos digo, esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam.” (Mateus 24:34)



"Tribos" é tradução da palavra grega φυλή (Phule). É a mesma palavra usada em Tiago 1:1:



“Tiago, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde.”






Isso se refere às 12 tribos de Israel, e não todas as nações do mundo, caso em que o grego seria ἔθνος (etnia).



"Terra" é uma tradução lamentável uma vez que esta palavra em português tem várias nuances de significado. A maioria já assumiu que se refere a todo o mundo aqui. No entanto, um punhado de terra pode ser posto em uma mão. Um jardineiro pode plantar uma semente na terra e, em seguida, cobri-la com terra. O jardineiro não teria o globo terrestre em mente.




A palavra "terra" em Mateus 24:30 é γῆ (GE) no grego. É traduzida como "terra" em outros lugares em Mateus:



“E tu, Belém, terra de Judá... (Mt 2:06)”

“Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel... (v. 20)”

“A terra de Zebulon e a terra de Naftali... (4:15)”

“Agora a partir da sexta hora escuridão caiu sobre toda a terra até a hora nona (cap. 27:45).”



Em todos os casos acima, γῆ (GE) no grego, refere-se à terra de Israel ou Judá, e não ao globo.




Que a profecia se refere à pessoas originais da Antiga Aliança de Deus tem sido firmemente estabelecido. Agora, com o apoio adicional do grego em Mateus 24:30 nós reconfirmamos essa conclusão:


"Todas as tribos da terra se lamentarão" deve ser entendido como todas as tribos da terra de Israel se lamentarão.



Apocalipse 1:7



É claro que Zacarias 12:10-11, atualizado em Mateus 24:30, refere-se a assuntos do primeiro século. Assim, quando achamos referencia novamente em Apocalipse 1:7, o momento da sua realização não está simplesmente em uma questão em aberto; o verso deve se referir ao primeiro século; e mais uma vez, isso é corroborado pelo texto ao redor:



“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo; o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:1-3)




O tema "em breve" é reiterado diversas vezes até o fim da visão:







“E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.” Apocalipse 22:06

“E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.” Apocalipse 22:10




É antinatural e inacreditável que "próximo" possa significar quase 2.000 anos. No entanto, a maioria dos expositores futuristas ou lê direito sobre tudo isso ou tentam redefinir "em breve" e "próximo" com apelos questionáveis ​​para o grego e algumas técnicas de interpretação bastante criativas.



Agora podemos começar a iluminar Apocalipse 1:7. O verso parece conter três afirmações:



Eis que vem com as nuvens,
e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram;
e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.



No entanto, existem realmente apenas duas declarações aqui; tudo antes do ponto e vírgula, ou seja, os itens um e dois, pertencem um ao outro.




"Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram;"



Isso combina uma alusão a Zacarias 12:10 ("traspassado = perfurado") com uma referência ao julgamento de Cristo. O Sumo Sacerdote exigiu uma resposta de Jesus sobre esta acusação:






"... diga-nos se Tu és o Cristo, o Filho de Deus" Mateus 26:63




Jesus deu-lhe a resposta que queria:




“Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que (vós) vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.” Mateus 26:64




Para alguns, isso pode não parecer uma resposta muito direta. No entanto, foi, de fato, bastante clara para os participantes do julgamento; eles sabiam exatamente o que Jesus queria dizer. Eles zombavam dele, dizendo:



"Profetiza-nos, ó Cristo" (v. 68).





Eles sabiam que ele estava afirmando ser o Cristo, porque ele estava identificando-se como "o Filho do Homem", mencionado em Daniel 7:13:



“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele.”







A resposta de Cristo foi uma "blasfêmia" para os judeus (Mateus 26:65), porque eles sabiam que só Deus ou o Filho de Deus poderia estar vindo sobre as nuvens. Mas Jesus não estava sugerindo que eles realmente o veriam, vindo sobre as nuvens; em vez disso, ele estava simplesmente se identificando como o Cristo o "Filho de Deus" (Mateus 26:63). Esse foi o propósito de sua resposta ligeiramente oblíqua.




Deus às vezes é figurativamente retratado como vindo sobre as nuvens. Por exemplo, quando Davi escapou de seus inimigos, ele louvou a Deus por coisas que nunca ocorreram literalmente:



“Abaixou os céus, e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés. E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento. Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus. Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva e as brasas de fogo.” Salmo 18:9-12



Deus não literalmente "desceu" em "densas nuvens", e ninguém o viu. Esta é a imagem que retrata Deus como todo-poderoso. Cristo usou este mesmo dispositivo para atender ao Sumo Sacerdote que compreendeu imediatamente. Hoje, sabemos que ao olhar para o céu, na verdade, olhamos para o espaço. No entanto, no passado, o céu era simplesmente visto como o céu. Qualquer um que descia através das nuvens estava vindo do trono de Deus.




Muitas vezes usamos a palavra ver no sentido de entender ou perceber. Tal uso não é novo. Jesus fez a mesma coisa. Assim citou Isaías:






“Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure. Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.” Mateus 13:13-17.




Jesus usou "olhos" como uma metáfora para a mente, e "ver" ele quis dizer "compreender": "... bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem."



Quando ele disse aos presentes que em seu julgamento iriam "ver" aquele que vem com as nuvens, ele quis dizer que iriam, finalmente, entender que ele era o Cristo. Ele quis dizer a mesma coisa em Apocalipse 1:7 e sequer mencionam "aqueles que o traspassaram", uma clara referência a seus acusadores. Eles e a multidão que exigiu a sua crucificação foram os culpados em última instância, de seu assassinato (Mateus 27:1 -2; Atos 2:23; 3:14-15), e não o soldado romano que furou o seu lado (João 19:34). Assim, "ver" em Apocalipse 1:7 significa que muitas pessoas, incluindo os culpados de sua morte, finalmente compreenderiam quem ele era.




A palavra "todos" é uma hipérbole comum. Era tão usada nos tempos antigos como é hoje. Vamos utilizá-la o tempo todo, mas não espere que as pessoas a nos levem literalmente. (Aliás, a frase o tempo todo é uma hipérbole também. 


Portanto, tudo, todo, todos, etc, é EXPRESSÃO HIPÉRBÓLICA PROFÉTICA HEBRAICA.






Pode-se dizer: "Ah, todo mundo sabe disso." Isto significa apenas um fato é bem conhecido, não que cada alma viva na terra sabe disso. Não é necessário incluir todos os olhos em todo o planeta ao interpretar Apocalipse 1:7. O ponto é o retorno de Cristo seria dramático, e sua verdadeira identidade como o Cristo seria percebida por muitos.




Portanto, "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram" em Apocalipse 1:7 não requer uma interpretação literal. Ele simplesmente prevê que os judeus que entregaram Jesus aos romanos para crucificação iriam finalmente entender quem ele era. Este pronunciamento deve ser entendido como muitos vão perceber que Jesus é o Cristo, mesmo os culpados de seu assassinato.




2. "E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele."




Isso já foi analisado. Em Zacarias 12:10-11, foi "a casa de Davi" e "os habitantes de Jerusalém", que iriam chorar sobre aquele que eles haviam perfurado. Em Mateus 24:30, foram as tribos da terra de Israel. O grego é o mesmo em Apocalipse 1:7, tribos é Phule; terra é ge Portanto ", todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele "deve ser entendido como todas as tribos da terra de Israel se lamentarão sobre ele.




O pleno significado de Apocalipse 1:7 está agora evidente:



Muitos vão perceber que Jesus é o Cristo, mesmo os culpados de sua morte; e todas as tribos da terra de Israel se lamentarão sobre ele.



Enormes implicações




Desde Apocalipse 1:7 refere-se claramente à destruição dos judeus no ano 70 dC, o livro do Apocalipse deve ter sido escrito o mais tardar em finais dos anos sessenta. Além disso, uma vez que este versículo do Apocalipse se cumpriu no ano 70 dC, então, o Apocalipse deve ter sido cumprido por esse tempo. E uma vez que toda a Revelação foi cumprida, então todos os eventos escatológicos, incluindo a segunda vinda, a ressurreição dos mortos, arrebatamento e julgamento deve ter vindo para completar seus cumprimentos também.







Estamos maravilhados com o tremendo poder embalado em Apocalipse 1:7. A compreensão adequada deste verso solitário é suficiente para provar que todas as profecias da Bíblia foram cumpridas. O versículo mais citado para refutar o preterismo realmente prova preterismo.




Conclusão




Quando Jesus voltou em 70 dC, muitos perceberam que ele era o Cristo, mesmo os culpados de sua morte; e todas as tribos da terra de Israel choraram sobre ele;



O livro de Apocalipse foi escrito antes de 70 dC;



Toda profecia bíblica veio para completar seu cumprimento no ano 70 dC.




Objeção


Objeção: Em Atos 1:9-11, vemos Jesus ascendente em uma nuvem literal. Os "homens vestidos de branco" disseram que voltaria "exatamente da mesma maneira." Isso não exige uma nuvem literal?




Resposta: Pode ser. No entanto, devemos ter o cuidado de distinguir entre dois grupos de pessoas: os fiéis seguidores de Jesus e os judeus impenitentes. Foram os discípulos de Cristo que testemunharam a ascensão. A promessa que Jesus voltaria "exatamente da mesma maneira", ou seja, em uma nuvem, foi feita para eles só.




Os judeus impenitentes não experimentaram nada disso. Eles receberam apenas vingança, fogo e morte (Lucas 21:22;. Mateus 13:41-50; 22:07). Concedido, a eles foram previstos para "ver o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu" (Mt 24:30), mas isso não deve mais ser tomado literalmente do que outras descrições similares do Antigo Testamento de Deus, tomando vingança contra os seus inimigos em que tempos ele não estava literalmente visto nas nuvens.




“Abaixou os céus, e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés. E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento. Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus. Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva e as brasas de fogo.” Salmo 18:9-12
“Nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono. Um fogo vai adiante dele, e abrasa os seus inimigos em redor.” Salmo 97:2-3




“Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu carro, anda sobre as asas do vento.” Salmo 104:3



“PESO do Egito. Eis que o SENHOR vem cavalgando numa nuvem ligeira, e entrará no Egito; e os ídolos do Egito estremecerão diante dele, e o coração dos egípcios se derreterá no meio deles.” Isaías 19:1




Quem sabe? Talvez aqueles punidos por Deus, na verdade, não o viram nas nuvens que cumpriram seu destino. No entanto, uma vez que eles estão sempre a serem destruídos, eles nunca deixam para trás um registro de suas experiências. Nós não podemos provar que isso ocorreu; no entanto, nem ninguém pode provar que não. Então, em última análise, não estamos afirmando categoricamente que Jesus não foi visto nas nuvens; estamos simplesmente dizendo que as referências a vir com as nuvens não exige uma interpretação literal. Elas são mais bem compreendidas como simbólicas, identificando Jesus como o Cristo.





Fonte: Preterism Despertando os cristãos do delírio futurista